O PSOL e a luta das mulheres

“Pela Vida das Mulheres” é uma bandeira de luta que acompanha o PSOL desde antes de sua legalização, há 20 anos. Importantes figuras femininas sempre estiveram à frente do partido, afirmando que não há transformação sem o feminismo. Com a legalização do partido, essa pauta não apenas se consolidou como também cresceu, trazendo cada vez mais mulheres às fileiras do PSOL.

Um momento decisivo desse fortalecimento foi a Primavera Feminista, de 2015. A mobilização contra o conservadorismo e a violência de gênero levou milhares às ruas e abriu caminho para uma nova geração de militantes feministas, que se encontraram no PSOL como espaço de organização e resistência. A partir daí, a setorial de mulheres se expandiu e se tornou referência, conectando gerações antigas do movimento feminista com a força da renovação da juventude que se expressava nas ruas.

As campanhas “Criança Não é Mãe” e “Nem presa, nem morta” foram expressões concretas dessa atuação: denunciaram a maternidade imposta a meninas vítimas de violência, a criminalização do aborto e a morte de mulheres na clandestinidade. Essas iniciativas se somaram a um passo histórico: a ADPF 442, ação apresentada pelo PSOL no Supremo Tribunal Federal pela descriminalização do aborto até a 12ª semana. Uma ousadia que colocou a vida e a autonomia das mulheres no centro do debate jurídico e político do país. As mulheres do PSOL também foram protagonistas nas principais lutas, como na mobilização do #EleNão, um dos maiores levantes feministas da história recente do Brasil. Foram vozes firmes contra o autoritarismo, o machismo e o retrocesso. Celebrar os 20 anos de legalização do PSOL é reconhecer a força dessas lutas e reafirmar o compromisso de seguir Pela Vida das Mulheres. Pois sem autonomia, dignidade e igualdade para todas, não há futuro justo e democrático.